Calculadora de Juros Compostos 2026
Descubra quanto seu dinheiro pode render com juros compostos, com ou sem aportes mensais — e veja quanto do resultado final é juro puro.
O que são juros compostos
Juros compostos são juros que rendem juros. Num investimento de juros simples, o rendimento é sempre calculado sobre o valor inicial; nos compostos, o que rendeu passa a fazer parte do capital e rende junto no período seguinte. É por isso que o gráfico não é uma reta, e sim uma curva que acelera com o tempo.
A diferença parece pequena no começo e enorme no fim. R$ 10.000 a 1% ao mês por 12 meses rendem R$ 1.200 em juros simples e cerca de R$ 1.268 em compostos — só R$ 68 de diferença. Em 10 anos, os mesmos R$ 10.000 viram R$ 22.000 pelos juros simples e mais de R$ 33.000 pelos compostos.
O tempo é o ingrediente que faz esse efeito funcionar, e é justamente o que não se compra depois. Por isso começar antes costuma pesar mais que aportar valores altos.
Como a simulação é feita
- Você informa o capital inicial (pode ser zero, se for começar só com aportes) e, opcionalmente, um aporte mensal fixo.
- Informa a taxa de juros mensal esperada e por quantos meses quer projetar.
- A calculadora aplica os juros compostos sobre o capital inicial e sobre cada aporte, mês a mês, e soma tudo no valor final.
Como é feito o cálculo
Juros compostos sobre o capital inicial
O capital inicial cresce multiplicando-se por (1 + taxa) elevado ao número de meses — os juros de um mês passam a render juros nos meses seguintes, diferente dos juros simples.
Aportes mensais
Cada aporte também rende juros compostos pelo tempo que ainda falta até o fim do período. A soma de todos os aportes com seus juros usa a fórmula do valor futuro de uma série de pagamentos iguais.
Total investido x juros acumulados
O total investido é apenas a soma do capital inicial com os aportes, sem juros. A diferença entre o valor final e esse total é o que veio puramente dos juros compostos.
Os juros compostos jogam nos dois lados
A favor: quando você investe
Poupança, CDB, Tesouro Direto, fundos e previdência privada trabalham com juros compostos. Aportes mensais regulares aproveitam o efeito de forma cumulativa — cada aporte tem menos tempo para render que o anterior, o que é mais um argumento para não postergar.
Contra: quando você deve
A mesma matemática funciona contra você numa dívida. Cartão de crédito rotativo e cheque especial estão entre os juros mais altos do mercado, capitalizados da mesma forma. Uma dívida de cartão a 14% ao mês quase quintuplica em um ano se nada for pago: R$ 1.000 viram cerca de R$ 4.820. A curva que ajuda a poupar é a mesma que afunda quem atrasa.
Por isso quitar dívida caro rende mais que investir
Se você tem uma dívida a 14% ao mês e um investimento rendendo 1% ao mês, quitar a dívida é matematicamente melhor que aplicar o dinheiro. É a decisão financeira mais simples e mais ignorada.
Simulações prontas
Exemplo 1 — R$ 10.000 a 1% ao mês, por 24 meses, sem aportes
O valor final fica em torno de R$ 12.697 — cerca de R$ 2.697 só de juros sobre os R$ 10.000 iniciais.
Exemplo 2 — R$ 1.000 iniciais + R$ 300 por mês, a 0,8% ao mês, por 36 meses
Além do capital inicial, os aportes mensais também rendem juros pelo tempo restante — quem começa cedo tende a acumular mais juros sobre os primeiros aportes.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre juros simples e compostos?
A calculadora considera Imposto de Renda ou taxas de administração?
Os aportes mensais rendem juros desde o primeiro mês?
Que taxa de juros devo usar?
Fontes oficiais
Aviso legal: Esta calculadora oferece uma simulação educativa de juros compostos e não constitui recomendação de investimento. Não considera Imposto de Renda, taxas de administração, custódia ou outras despesas que podem se aplicar a um investimento real, nem garante que a taxa informada será efetivamente alcançada.
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