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Como Funciona o Saque-Aniversário do FGTS

Escrito por: Equipe TudoCertinho · Última atualização:

O saque-aniversário é uma modalidade opcional do FGTS que libera uma parte do saldo todo ano, no mês do seu aniversário, em troca de abrir mão do saque do saldo total em caso de demissão sem justa causa. Veja a tabela oficial e o que considerar antes de aderir.

A tabela de alíquotas

O valor liberado por ano segue uma tabela de faixas: quanto maior o saldo, menor o percentual, mas maior a parcela adicional fixa somada a ele. As faixas vigentes são: até R$ 500 (50%, sem parcela adicional); de R$ 500,01 a R$ 1.000 (40% + R$ 50); de R$ 1.000,01 a R$ 5.000 (30% + R$ 150); de R$ 5.000,01 a R$ 10.000 (20% + R$ 650); de R$ 10.000,01 a R$ 15.000 (15% + R$ 1.150); de R$ 15.000,01 a R$ 20.000 (10% + R$ 1.900); e acima de R$ 20.000 (5% + R$ 2.900).

Exemplo: um saldo de R$ 8.000 cai na faixa de 20% + R$ 650. O valor liberado no aniversário seria 20% de R$ 8.000 (R$ 1.600) mais os R$ 650 fixos, totalizando R$ 2.250 no ano.

Você não perde a multa de 40% ao aderir

Esse é o ponto mais confundido sobre o tema: quem está no saque-aniversário continua tendo direito integral à multa de 40% do FGTS em caso de demissão sem justa causa, e pode sacar essa multa normalmente assim que ela for depositada. O que muda é só o acesso ao saldo principal da conta.

O que você realmente troca

No regime padrão (saque-rescisão), uma demissão sem justa causa libera 100% do saldo acumulado, na hora. No saque-aniversário, o saldo fica retido e só é liberado nas janelas anuais do mês de aniversário — mesmo se você for demitido no meio do ano. Ou seja, você troca o acesso imediato ao dinheiro (justamente no momento em que mais costuma precisar dele) por saques anuais menores e previsíveis.

Como aderir e como voltar atrás

A adesão é feita pelo aplicativo FGTS ou internet banking, e vale a partir do mês seguinte. Ela não é imediata para os efeitos de saque-rescisão: existe uma carência de dois anos — quem adere e se arrepende só pode voltar ao saque-rescisão a partir do segundo ano seguinte ao pedido, e ainda assim já perde o direito ao saque integral em uma demissão que aconteça durante a carência.

Para quem costuma fazer mais sentido

Tende a ser mais interessante para quem tem estabilidade de emprego, outra reserva de emergência e quer um valor extra recorrente. Tende a ser mais arriscado para quem pode ser demitido a qualquer momento e depende do FGTS como principal rede de segurança financeira — é exatamente esse acesso rápido que se perde.

Fontes oficiais

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